domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sua Empresa Já Tem Uma Cultura — A Questão é: Ela Está Te Levando Pra Onde?


Por Rodrigo Callegari*

Muitos empresários acreditam que “um dia vão construir a cultura organizacional da empresa”. Mas aqui vai uma verdade direta: a sua empresa já tem uma cultura. Mesmo que você nunca tenha pensado nisso.

A cultura está nas entrelinhas, nos comportamentos que se repetem, nas atitudes que se toleram, nos líderes que você promove e nas conversas que acontecem nos corredores. Ela se revela não no discurso, mas no dia a dia. É como um sistema operacional invisível, que orienta a forma como sua equipe trabalha, decide, atende e se comporta.

E o que poucos percebem é que essa cultura pode ser sua maior força… ou seu maior sabotador de resultados. O que está por trás das metas não batidas? Muitas vezes, é a cultura.

Quando um vendedor finge que não viu a mensagem do cliente no WhatsApp, quando um líder culpa o time, mas não dá exemplo, quando o “jeitinho” passa por cima do processo bem feito… tudo isso forma e reforça a cultura da empresa.

E aí entra a provocação: será que você está cobrando resultado de um time que aprendeu, com o tempo, que cumprir processo não é valorizado, que esforço não é reconhecido e que a regra pode ser ignorada se o fim for bom? Nesse ambiente, nenhum método de vendas funciona. Nenhuma ferramenta de gestão se sustenta. Porque a cultura come a estratégia no café da manhã — como já dizia Peter Drucker.

A cultura não é o que você fala. É o que você tolera. Se você tolera atrasos constantes, você ensina que horário não é importante. Se você tolera vendedores que não alimentam o CRM, você ensina que o processo não importa. Se você premia apenas o resultado, mesmo que a forma seja questionável, você está dizendo que os meios não importam.

Cultura é construída todos os dias — e principalmente nos momentos em que você decide o que vai ou não aceitar. Cultura não se impõe. Se inspira, se vive e se replica.


Muitas empresas tentam resolver isso colocando valores bonitos na parede. Mas a equipe não ouve o que está escrito. Ela assiste o que o líder faz. Por isso, cultura organizacional começa pela liderança. É o líder que dá o tom. Que define o que é inegociável. Que mostra o que importa.

Quando o líder vive o que prega, a equipe se alinha. Quando ele não vive, não adianta cobrar. A empresa vira um palco de incoerência.

É sobre isso que vou falar no CBTD 2025. Fui convidado para ser palestrante no CBTD 2025, o maior evento de desenvolvimento humano da América Latina. E o tema que vou abordar é direto: “Cultura que Vende: como criar um ambiente onde pessoas entregam mais, com menos desgaste.”

Porque cultura não é apenas um diferencial. É o alicerce invisível de toda performance duradoura. É ela que forma ou destrói times de alta performance. É ela que define se a sua empresa vai crescer com estrutura ou viver no caos disfarçado de movimento.

Se você é empresário, líder ou atua em RH, essa conversa é inadiável. A pergunta que deixo é simples: a cultura da sua empresa está formando um time campeão — ou apenas sobreviventes do mês?

*Palestrante CBTD 2025 | Empresário, Consultor e Especialista em Cultura, Liderança e Venda

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Figueiredo Jr, Marqueteiro do Momento!


O jornalista e empreendedor de comunicação Figueiredo Jr não pára de ampliar seus negócios. Agora vêm se fortalecendo como um dos grandes estrategistas de comunicação do Brasil, colaborando com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tanto na sua reeleição como na sua atual gestão.

Além disso, vêm conquistando um exponencial destaque como influenciador político e empresarial nas plataformas sociais, com milhões de acessos.

Figueiredo Jr, também já fez muito sucesso por décadas nas maiores Rádios e TVs do país, como Rádio Globo e TVS Bandeirantes e SBT.

A Estação I, seu portal digital, atinge de 8 a 10 milhões de visualizações por mês, com posts acima de um milhão, é uma das mais seguidas na internet.

Figueiredo Júnior é jornalista e atua no facebook com futebol, reportagens policiais e também entretenimento, além de mensagens de qualidade de vida e mensagens de auto-ajuda. 

Instagram: https://www.instagram.com/figueiredofjr

domingo, 17 de agosto de 2025

Como a força de trabalho se reinventa na era da inteligência artificial


O ponto de virada da IA

Há pouco mais de cinco anos, inteligência artificial (IA) era um experimento restrito a pilotos isolados. Hoje, sete em cada dez fabricantes globais utilizam IA de forma regular e 65 % implantaram modelos generativos em ao menos uma função do negócio, segundo o relatório de State of AI 2025 da McKinsey. Mais que um brilho tecnológico, a adoção tornou‑se imperativo econômico: empresas com alta intensidade digital registram três vezes mais crescimento de receita por empregado do que as demais.

Ao mesmo tempo, o Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial projeta que 23% dos cargos industriais sofrerão mudanças radicais até 2027. O balanço previsto, 69 milhões de postos criados e 83 milhões eliminados, parece preocupante, mas revela uma oportunidade: as vagas não desaparecem, elas se transformam.

A nova guerra por talentos

Com algoritmos espalhados pela linha de produção, o recurso mais escasso deixou de ser o robô ou o servidor em nuvem: é o operador capaz de dialogar com eles. Pesquisas de recrutamento indicam que 71 % dos empregadores industriais já preferem candidatos com competências em IA mesmo quando o tempo de experiência prática é menor. O reflexo aparece na folha de pagamento: profissionais com domínio de ferramentas analíticas negociam prêmios salariais que chegam a 56 %.

Esse descasamento entre oferta e demanda não é apenas numérico. A maturidade em IA ainda é considerada plena por apenas 1 % das companhias e o gargalo, dizem os executivos, chama‑se talento, e não tecnologia.

Competências que ganham valor

No chão de fábrica, o avanço da IA não elimina o conhecimento de processo; ele exige uma camada adicional de literacia digital. A alfabetização de dados passou a ser porta de entrada: interpretar painéis de IoT (Internet das coisas), checar correlações e agir sobre entendimentos estratégicos é hoje tarefa cotidiana.

Técnicos de manutenção também perceberam a mudança. Em vez de chave de fenda, carregam laptop: algoritmos de manutenção preditiva apontam anomalias com dias de antecedência, mas a decisão de parar ou não a máquina continua humana. Da mesma forma, operadores programam robôs colaborativos (cobots) ajustando trajetórias e protocolos de segurança sem depender de um engenheiro de automação.

Com o avanço dos copilotos industriais, surge outro campo fértil: modelagem de comandos e automação low‑code (baixo código). Saber formular instruções claras é tão crítico quanto entender torque ou vazão. E, em um ambiente cada vez mais conectado, cibersegurança operacional transforma‑se na primeira linha de defesa contra ataques que podem paralisar plantas inteiras.

Por que investir na adaptação compensa

Os ganhos de produtividade já são tangíveis. Plantas que combinam IA a equipes qualificadas relatam redução média de 30% em defeitos e ciclos de produção 25 % mais curtos. A segurança também melhora: sensores inteligentes e análises em tempo real diminuem incidentes graves em até 50%.

Há ainda impacto direto na retenção. Programas robustos de upskilling (aprimoramento de habilidades) elevam o índice de satisfação dos colaboradores em até 20 pontos percentuais. Quando a empresa mostra um caminho claro de crescimento na carreira — e paga por ele — o turnover ( taxa de rotatividade) cai e o engajamento sobe. Por fim, a automação inteligente se torna antídoto contra a falta de mão de obra especializada, permitindo que a produção absorva picos de demanda sem depender de recrutamentos emergenciais.

Fechando o gap de competências

Como transformar promessas de capacitação em resultados mensuráveis? Um roteiro de 90 dias costuma começar com o mapeamento de tarefas que podem ser automatizadas, aumentadas ou redesenhadas. A partir daí, trilhas de aprendizagem curtas — blocos de 10 a 15 horas — abordam temas como leitura de dados, robótica e cibersegurança.

A teoria só ganha tração quando aplicada. Por isso, laboratórios de digital twins (gêmeos digitais) e células piloto permitem que operadores errem sem risco à produção real. A mentoria cruzada também encurta o caminho: engenheiros de dados aprendem nuances de processo com veteranos de fábrica, enquanto veteranos absorvem cultura digital. Ao final de cada iteração de três meses, indicadores como Eficiência Global dos Equipamentos, Tempo Médio de Reparo e satisfação do colaborador avaliam o avanço. A revisão semestral do currículo garante frescor, afinal, competências ligadas à IA ficam obsoletas 66 % mais rápido do que as tradicionais.

Para onde vamos

A próxima década não será palco de fábricas desertas dominadas por braços robóticos, e sim de equipes híbridas onde algoritmos cuidam da previsibilidade e pessoas assumem o que máquinas ainda não fazem: criatividade, julgamento e relacionamento. Estamos migrando do local de trabalho híbrido para a força de trabalho híbrida, onde humanos e agentes de IA dividem decisões em tempo real”.

Para liderar essa transição, o investimento mais urgente não está em máquinas, mas em mentalidade. Quem colocar a formação contínua no centro da estratégia colherá não só eficiência, mas relevância duradoura em um mercado transformado.

Não é a IA que substituirá pessoas, mas profissionais que dominam IA substituirão os que não a dominam.




Ricardo Cecílio
Co-fundador da Nevol e Termoeng

sábado, 9 de agosto de 2025

Como a força de trabalho se reinventa na era da inteligência artificial


O ponto de virada da IA

Há pouco mais de cinco anos, inteligência artificial (IA) era um experimento restrito a pilotos isolados. Hoje, sete em cada dez fabricantes globais utilizam IA de forma regular e 65 % implantaram modelos generativos em ao menos uma função do negócio, segundo o relatório de State of AI 2025 da McKinsey. Mais que um brilho tecnológico, a adoção tornou‑se imperativo econômico: empresas com alta intensidade digital registram três vezes mais crescimento de receita por empregado do que as demais. 

Ao mesmo tempo, o Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial projeta que 23% dos cargos industriais sofrerão mudanças radicais até 2027. O balanço previsto, 69 milhões de postos criados e 83 milhões eliminados, parece preocupante, mas revela uma oportunidade: as vagas não desaparecem, elas se transformam.

A nova guerra por talentos

Com algoritmos espalhados pela linha de produção, o recurso mais escasso deixou de ser o robô ou o servidor em nuvem: é o operador capaz de dialogar com eles. Pesquisas de recrutamento indicam que 71 % dos empregadores industriais já preferem candidatos com competências em IA mesmo quando o tempo de experiência prática é menor. O reflexo aparece na folha de pagamento: profissionais com domínio de ferramentas analíticas negociam prêmios salariais que chegam a 56 %. 

Esse descasamento entre oferta e demanda não é apenas numérico. A maturidade em IA ainda é considerada plena por apenas 1 % das companhias e o gargalo, dizem os executivos, chama‑se talento, e não tecnologia.

Competências que ganham valor

No chão de fábrica, o avanço da IA não elimina o conhecimento de processo; ele exige uma camada adicional de literacia digital. A alfabetização de dados passou a ser porta de entrada: interpretar painéis de IoT (Internet das coisas), checar correlações e agir sobre entendimentos estratégicos é hoje tarefa cotidiana. 

Técnicos de manutenção também perceberam a mudança. Em vez de chave de fenda, carregam laptop: algoritmos de manutenção preditiva apontam anomalias com dias de antecedência, mas a decisão de parar ou não a máquina continua humana. Da mesma forma, operadores programam robôs colaborativos (cobots) ajustando trajetórias e protocolos de segurança sem depender de um engenheiro de automação. 

Com o avanço dos copilotos industriais, surge outro campo fértil: modelagem de comandos e automação low‑code (baixo código). Saber formular instruções claras é tão crítico quanto entender torque ou vazão. E, em um ambiente cada vez mais conectado, cibersegurança operacional transforma‑se na primeira linha de defesa contra ataques que podem paralisar plantas inteiras.

Por que investir na adaptação compensa

Os ganhos de produtividade já são tangíveis. Plantas que combinam IA a equipes qualificadas relatam redução média de 30% em defeitos e ciclos de produção 25 % mais curtos. A segurança também melhora: sensores inteligentes e análises em tempo real diminuem incidentes graves em até 50%. 

Há ainda impacto direto na retenção. Programas robustos de upskilling (aprimoramento de habilidades) elevam o índice de satisfação dos colaboradores em até 20 pontos percentuais. Quando a empresa mostra um caminho claro de crescimento na carreira — e paga por ele — o turnover ( taxa de rotatividade) cai e o engajamento sobe. Por fim, a automação inteligente se torna antídoto contra a falta de mão de obra especializada, permitindo que a produção absorva picos de demanda sem depender de recrutamentos emergenciais.

Fechando o gap de competências

Como transformar promessas de capacitação em resultados mensuráveis? Um roteiro de 90 dias costuma começar com o mapeamento de tarefas que podem ser automatizadas, aumentadas ou redesenhadas. A partir daí, trilhas de aprendizagem curtas — blocos de 10 a 15 horas — abordam temas como leitura de dados, robótica e cibersegurança. 

A teoria só ganha tração quando aplicada. Por isso, laboratórios de digital twins (gêmeos digitais) e células piloto permitem que operadores errem sem risco à produção real. A mentoria cruzada também encurta o caminho: engenheiros de dados aprendem nuances de processo com veteranos de fábrica, enquanto veteranos absorvem cultura digital. Ao final de cada iteração de três meses, indicadores como Eficiência Global dos Equipamentos, Tempo Médio de Reparo e satisfação do colaborador avaliam o avanço. A revisão semestral do currículo garante frescor, afinal, competências ligadas à IA ficam obsoletas 66 % mais rápido do que as tradicionais.

Para onde vamos

A próxima década não será palco de fábricas desertas dominadas por braços robóticos, e sim de equipes híbridas onde algoritmos cuidam da previsibilidade e pessoas assumem o que máquinas ainda não fazem: criatividade, julgamento e relacionamento. Estamos migrando do local de trabalho híbrido para a força de trabalho híbrida, onde humanos e agentes de IA dividem decisões em tempo real”. 

Para liderar essa transição, o investimento mais urgente não está em máquinas, mas em mentalidade. Quem colocar a formação contínua no centro da estratégia colherá não só eficiência, mas relevância duradoura em um mercado transformado.

Não é a IA que substituirá pessoas, mas profissionais que dominam IA substituirão os que não a dominam.


 

Ricardo Cecílio 
Co-fundador da Nevol e Termoeng

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O Impacto do Pré-Sal na Economia Brasileira e o Potencial do Arco Norte


Por Alex Ponce, especialista no mercado internacional de petróleo e seus derivados*

A descoberta do pré-sal, em 2006, representou um marco na história econômica do Brasil. Localizadas em camadas profundas do oceano Atlântico, essas reservas transformaram o país em um dos principais produtores globais de petróleo. A exploração dessa riqueza impulsionou investimentos bilionários no setor de energia, gerou milhares de empregos diretos e indiretos, e contribuiu para o fortalecimento da indústria naval e de engenharia brasileira. Além disso, a arrecadação de royalties beneficiou estados e municípios, possibilitando investimentos em infraestrutura, educação e saúde.

O Papel do Pré-Sal no Setor Energético Global - O petróleo extraído do pré-sal colocou o Brasil em posição de destaque no mercado global de energia. Com técnicas avançadas de exploração, como a perfuração ultraprofundas e a inovação em materiais resistentes às altas pressões e temperaturas, o Brasil demonstrou sua capacidade técnica para explorar reservas de difícil acesso. Como resultado, o país conseguiu aumentar sua produção, reduzindo a dependência de importação de derivados e fortalecendo a Petrobras como uma das maiores petrolíferas do mundo.

O Potencial do Novo Pré-Sal no Arco Norte - Recentemente, estudos geológicos indicam a presença de uma nova fronteira petrolífera ao longo do chamado Arco Norte, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. Essa nova província pode conter reservas significativas de petróleo leve, de alta qualidade, com potencial para ampliar ainda mais a produção nacional. A exploração dessa região pode trazer novas oportunidades econômicas para estados do Norte e Nordeste, promovendo desenvolvimento industrial, geração de empregos e um aumento na arrecadação de tributos.

O Brasil como um dos Maiores Produtores de Petróleo do Mundo - Com a expansão das atividades petrolíferas no pré-sal e a futura exploração do Arco Norte, o Brasil tem o potencial de se consolidar como um dos maiores produtores de petróleo do mundo. A entrada dessas novas reservas na matriz produtiva do país pode aumentar a capacidade de exportação de óleo cru e derivados, fortalecendo ainda mais a economia nacional. Além disso, investimentos em refinarias e infraestrutura de transporte serão essenciais para maximizar os benefícios dessa nova fronteira petrolífera.

Estratégias para o Aproveitamento Sustentável das Reservas - Para garantir que a riqueza do petróleo seja utilizada de maneira estratégica e sustentável, algumas medidas devem ser priorizadas:

1. Investimento em Tecnologia: Incentivar o desenvolvimento de tecnologias para uma extração mais eficiente e ambientalmente responsável.

2. Gestão Transparente dos Recursos: Criar mecanismos de fiscalização para evitar desperdícios e corrupção na distribuição dos royalties.

3. Diversificação da Economia: Utilizar parte dos recursos obtidos para investir em outros setores, reduzindo a dependência do petróleo.

4. Desenvolvimento Regional: Garantir que os estados do Norte e Nordeste sejam beneficiados diretamente pela exploração do Arco Norte, promovendo infraestrutura e qualidade de vida para a população local.

O Brasil está diante de uma oportunidade histórica para consolidar sua posição no mercado global de energia. Uma gestão eficiente e responsável dessas novas reservas garantirá um futuro econômico próspero para o país e sua população.

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*Especialista no mercado internacional de petróleo e seus derivados. Formado pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo, possui três MBAs concluídos em Gestão Estratégica em Compras e Gestão Estratégica de Projetos pela UNIDERP, além de um terceiro MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Com vasta experiência no mundo corporativo, atuou por mais de 10 anos como especialista em suprimentos, sendo responsável pela negociação e logística de 4 milhões de litros de óleo diesel mensalmente. Além disso, é membro ativo do Café com Comprador, onde contribui com a criação e publicação de artigos, podcasts e entrevistas voltadas para a área de energia, com foco em combustíveis líquidos e gasosos.